segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Por dentro, as pessoas são livros


São tantos os conhecimentos na mente das pessoas... e lê-las é uma tarefa árdua, porém, prazerosa. Em Minas Gerais tivemos a oportunidade de nos lermos. Compartilhar as leituras e conhecer melhor o outro é fundamental. Isso se dá primeiro com a receptividade das pessoas. E mineiro entende muito bem disso.
Quando eu aceito o outro e presto atenção em tudo que ele transmite e participo ,assim, de uma cadeia interacional, eu acumulo uma quantidade tal de conhecimentos que se torna impossível mensurá-la.
Como é bom conhecer novas pessoas. Melhor ainda é poder revê-las.
Que eu tenha transmitido tanto quanto recebi de cada mineira no período do nosso 2ª encontro.
Que as novas leituras que tenham feito de mim produzam constantes reflexões que se propagarão atéééééééé... que sejam feitas novas leituras em novas pessoas. Afinal, por dentro, todas as pessoas são LIVROS.

Um grande abraço!

Professora Luzia

domingo, 12 de abril de 2009

Programa Gestar = dinamicidade

O seu material é completo: 1 caderno do formador, 1 guia geral, 6 cadernos de teoria e prática, 6 cadernos de atividades-versão do professor e 6 cadernos de atividades-versão do aluno (contém sugestões de atividades para o professores trabalhar em sala de aula)
O Gestar II é um programa de formação continuada para professores de língua portuguesa e matemática das séries finais do Ensino Fundamental. Seus encontros presenciais (120h: 8oh para as oficinas e 40h para o projeto na escola) devem promover reflexão sobre questões teórico-práticas com formadores e cursistas, e desejam, com isto, promover:
• A melhoria do processo ensino-aprendizagem
• O aperfeiçoamento da autonomia do professor na sua prática pedagógica
• O desenvolvimento, no aluno, de habilidades de compreensão, interpretação e produção de textos diversos
• A inserção do aluno na sociedade como na sociedade como cidadãos críticos
• Estabelecer o diálogo entre a cultura letrada e as demais linguagens e as manifestações culturais

As oficinas permitem que formador e cursista dialoguem sobre a prática deste último na sala de aula. É preciso muita atenção, pois, é através das oficinas que acontecerá a socialização e reflexão acerca das experiências dos cursistas, sejam elas com poucas ou muitas dificuldades.

Ao formador, sugiro observar os passos para a realização das oficinas , conforme organização do material da professora Tamar Rabelo de Castro em seu blog: http://discursosquesecruzam.blogspot.com

1º Passo:

O cursista deverá dedicar 5h para o estudo de cada Unidade. Esse estudo pode ser individual ou em grupos de estudo e pode ser coordenado e organizado por você. Antes que cada oficina ocorra, ele deverá estudar duas unidades, logo, 10h de estudo antes dos encontros com você.

2º Passo

Depois de estudar as duas unidades da TP que estiver em foco naquele momento, incluindo o Ampliando nossas referências, o cursista escolherá um AVANÇANDO NA PRÁTICA para aplicar em sua sala de aula e recolher todas as tarefas produzidas pelos alunos dele.

3º Passo:

Após a aplicação da atividade, o cursista executará a LIÇÃO DE CASA , que é o registro reflexivo sobre a aplicação prática em sala de aula. Você, formador, poderá criar um roteiro com perguntas que deverão ser contempladas no relatório, além das que aparecem no passo a passo das oficinas. Esse relato não deverá vir respondido em forma de questionário e sim em formato de um texto de relatório reflexivo, no qual, além das descrições das ações, deverá vir reflexões do cursista.


4º Passo :

Depois de estudar e responder todas as Atividades propostas nas unidades da TP em análise; aplicado o Avançando na Prática na sala de aula e cumprida a Lição de Casa, o cursista se encaminhará para a OFICINA COM VOCÊ, não esquecendo de levar os materiais dos alunos.


NA OFICINA:

Este momento é essencial para o bom andamento do programa, por isso faça sempre uma avaliação se o professor está cumprindo com as atividades propostas, mesmo que faça uma adequação de tempo e de temas para atender melhor os seus cursistas.

1º MOMENTO

Debate sobre o estudo que foi realizado pelos cursistas, nesse momento você formador deverá ser sensível para perceber onde os cursistas estão fortes e onde ainda não foi bem sedimentada a teoria, para então desenvolver maiores debates e apresentar alguma teoria adicional, indicar algum livro para estudo, ou marcar um plantão pedagógico com aqueles que você perceber que necessitam de um acompanhamento mais próximo. Crie situações para todos participarem, a fim de que não fique todo o tempo um debate com um pequeno grupo, isso acabará dando segurança aos que não falam.

2º MOMENTO

Apresentação dos trabalhos dos alunos e socialização dos relatórios reflexivos. Crie um ambiente para a exposição dos trabalhos dos alunos, e critérios para que todos participem, mas cuidado com a formatação da escala, pois poderá cair numa cilada de cada professor aplicar apenas o avançando na prática que foi determinada a apresentação dos seus alunos, portanto organize as coisas de forma que haja uma participação bem abrangente. O crescimento do professor ocorrerá nessa hora, pois é lá que vai trocar com os pares as experiências frustradas e as bem sucedidas, deixe o professor falar e o estimule, mesmo que não tenha sido boa sua experiência, pois nesse momento várias idéias surgirão e serão essenciais para o amadurecimento profissional do grupo.

3º MOMENTO

Você, formador, deverá conduzir uma das atividades propostas na seção OFICINAS do TP em estudo. Essa atividade deverá corresponder à unidade analisada e será escolhida pelo professor cursista. Você prepara as duas atividades sugeridas e os cursistas escolhem a que querem, daí você encaminha tudo.

4º MOMENTO

Faça uma avaliação do encontro

5º MOMENTO

Abra uma breve discussão sobre a temática das próximas unidades.


Há na programação 4 OFCINAS que não estão planejadas, você deverá planejá-las de acordo com a necessidade do grupo, se houver algum tema que seja necessário debater, se houver alguma dúvida quanto à execução das atividades, se houver uma palestra interessante, por aí vai.

Nao se esqueça de fazer toda essa explicação numa das oficinas introdutórias

Eu sugiro que as duas oficinas introdutórias sejam feitas da seguinte formas:

1ª Ofincia - 4h
Abertura oficial do programa
Apresentação dos Professores
Momento motivacional
Entrega do Material
Análise do Material, junto ao cursista

2ª Oficina - 4h

Explicação da metodologia do curso,
da proposta pedagógica,
das adequações curriculares feitas pelos professores,
de que isso é um material a mais e não substitui outros que já forem adotados na escola.
Explicar a dinâmica das oficinas;
O trabalho que cada um deverá executar;
Explicar o Projeto de 40h que será apresentado nas oficinas de avaliação.

É importante lembrar que a avaliação do cursista acontecerá nas sessões presencias coletivas, pelo material que produz, pelo desempenho, e por avaliações de conteúdo, além da autoavaliação, é claro. O cursista também precisa elaborar um projeto que será executado na escola ao longo do ano.
Tudo que nos propomos fazer, de igual ou de diferente, nos dá a sensação de muito trabalho, porém, quando acrescentamos aos nossos atos o ingrediente chamado AMOR, o cansaço dá lugar à competência e ao compromisso. E, de repente, precebemos que o trabalho transformou-se em lazer porque tudo a nossa volta nos dá prazer.

Feliz Páscoa!



Aleluia! Cristo vivo está
A morte foi vencida
O sepulcro desprezado
Jesus ressuscitou
Ele vive!
Cristo vive!
Aleluia! Cristo vivo está!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Portfólio: um recurso valioso!

“O que é registro, seja em escultura,
na arquitetura, ou em escritos... é história.
O que não se registra cai no reino das
lembranças e vira lenda.”
Madalena Freire (adaptado)


Muito usado, hoje em dia, na área da educação, o portfólio é um arquivo no qual registramos nossas experiências. São realizações, encontros, aquisições, eventos diversos, textos e livros lidos, estudos, pesquisas... o importante é que os registros sejam reflexivos.
O ponto de partida para sua produção é a definição dos descritores.
Para o registro das atividades do Gestar II(BA e MG) foram definidos alguns:

• O primeiro texto que será postado (portfólio virtual – blog) ou arquivado (portfólio manual) será o memorial do educador, no qual o formador/coordenador fará relato de sua experiência como educador.
• O segundo texto será o memorial de leitor (relato das leituras feitas ao longa da vida, do ensino infantil aos dias de hoje).
• Os demais registros serão de atividades desenvolvidas ao longo do curso, dos livros lidos, de atividades realizadas
.do coordenador com o formador
.do formador com o cursista
.do cursista com o aluno
E outras atividades que o autor do portfólio julgar importante registrar.
Como o portfólio é pessoal, sua caracterização é livre.

“O porta-fólio é um instrumento riquíssimo que garante a
beleza da construção própria, individual, personalizada.
Costumo dizer aos cursistas que é um momento de duplo
prazer no processo educacional: você como autor/produtor
de sua vivência e ao mesmo tempo leitor de sua obra, de
sua prática, de sua atuação pedagógica. Autor e leitor de
si mesmo!”
Sandra Mary G. Prazeres

Para que o portfólio se torne um procedimento de avaliação formativa é importante fazer registros constantemente, pois, protelar sua criação, postagem ou arquivamento acarreta sobrecarga e, consequentemente, a impossibilidade de produzi-lo a contento.
Percebe-se que o portfólio promove reflexão, pesquisa, análise, autoavaliação, mudanças na formação das pessoas. É por isso que somente as pessoas ousadas trabalham com ele.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mais do que formadores: AMIGOS PARA SEMPRE!

"Amigos para sempre é o que nós iremos ser
na primavera ou em qualquer das estações
nas horas tristes nos momentos de prazer
amigos para sempre..."
Este é o refrão da música AMIGOS PARA SEMPRE, cantada pela dupla Jane e Herondy. Quem já não cantou tão bela canção? Pois tal música ressurgiu em 2009 com novo significado: lema dos formadores do Gestar II - Bahia. Pessoas alegres, compromissadas, participativas e bem-humoradas. Pessoas que aprenderam e ensinaram sobre tantos temas...gêneros textuais, estilística, letramento, coesão, coerência... ensinaram, acima de tudo, que, de nada adianta acumular conhecimentos se não se percebe o outro que está bem do seu lado; de nada adianta tanta razão, se não se exala emoção ao encontrar alguém pela primeira ou pela milésima vez. O amor existe, em vários tipos e é incondicional. O amor foi a mola propulsora do superar-se no programa Gestar II - Bahia. O amor é a base de tudo.
Que jamais nos esqueçamos: estejam onde estiverem, passe o tempo que passar, somos AMIGOS PARA SEMPRE!

domingo, 23 de novembro de 2008

Dia da Consciência Negra

O dia 20 de novembro, no Brasil, é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Uma homenagem a Zumbi, personagem histórico que representou a luta do negro contra a escravidão no período colonial.

Todas as escolas brasileiras, acredita-se, realizaram atividades com o objetivo de refletir e conscientizar a sociedade sobre a importância do povo africano que contribuiu e muito para a formação da cultura nacional, da construção da história desse país. Atividades que se realizaram para cumprir a lei 10639/03 que trata da inclusão de conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

Será que a discriminação racial tem diminuído?

Embora a luta contra a desigualdade tenha gerado pontos positivos como, por exemplo, o aumento no número de negros ou pardos no ensino superior, ainda é negado aos afrodescendentes, o acesso a direitos, bens e serviços.

A pesquisa feita pela Fundação Cultural Palmares, diz: “apenas 4% da programação das três principais emissoras públicas do país (TV Cultura, TVE Rede Brasil e TV Nacional) aborda em entrevistas, programas de auditório e telejornais elementos da cultura negra, mesmo com 49,5% da população ser declarada preta ou parda, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE.”

Acredito que um dia para reflexão, embora seja o começo de uma nova história, não é o ideal, pois a tendência é refletir sobre a cultura afro-brasileira no dia 20 de novembro, imaginar que isso basta e, então, deixar a história do negro cair no esquecimento.

A lei 9394/96 ficou bem clara quando do acréscimo do artigo 26-A, § 2º que diz: “Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística, de Literatura e História Brasileiras.”

Sistema de cotas, seja destinado para quem for; colocação de um ou outro indivíduo no topo da pirâmide (como se toda a ação canalizada nele bastasse para dirimir a dívida de toda uma história regada a danos psicológicos, sociais, políticos, materiais e educacionais); um dia exclusivo para reflexão...são apenas procedimentos iniciais.

Na verdade, para que seres humanos não sejam queimados vivos, nem desqualificados por sua cor, crença, origem, sexo, raça e idade, os procedimentos educacionais precisam fazer parte do nosso dia-a-dia.

Destarte, é necessário que a instituição de ensino elabore, execute durante todo o ano letivo e avalie programas e projetos destinados não só aos alunos e professores, mas, também, às famílias dos alunos, funcionários da escola e à comunidade em geral, promovendo, então, reflexões constantes e não estanques, pois são elas que corrigirão posturas, atitudes e palavras que impliquem desrespeito e discriminação. Acredito que, com isso, será possível a reeducação das relações entre diferentes grupos étnico-raciais, ou seja, reeducação das relações entre descendentes de africanos, de europeus, de asiáticos ...

Quanto ao Estado, espera-se que continue incentivando e promovendo políticas de reparações aos danos causados ao negro, de reconhecimento da necessidade de se fazer justiça, de valorização da diversidade cultural. É direito de todos à educação de qualidade, à formação para a cidadania, ao tratamento igualitário, ao reconhecimento de sua responsabilidade na construção de uma sociedade justa e democrática, em que todos, como reza a LDB, igualmente, tenham seus direitos garantidos e sua identidade valorizada, banindo a idéia de superioridade de uma pessoa em relação a outra.

Eu anseio não por um Brasil que precisará decretar dias específicos para reconhecimento de alguns, mas, por um Brasil em que todo dia será comemorado como o dia de todos.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Pressuposto e Subentendido

“ Eu gosto de catar o mínimo e o escondido. Onde ninguém mete o nariz, aí entra o meu, com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto.”
MACHADO DE ASSIS.Obra completa.v.3.Rio de Janeiro:Nova Aguilar: 1994.

Pressuposto e subentendido

Nem sempre percebemos que, ao ler, complementamos informações fornecidas pelo texto com outras informações que inferimos a partir do que foi dito pelo autor. Isso porque o texto nos transmite, pelo menos, duas informações: uma que é pressuposta e outra que está subentendida.

Esse é um aspecto não só intrigante como interessante: a presença de enunciado com pressupostos e subentendidos. Para desvendá-los é preciso ser um leitor perspicaz, que lê nas entrelinhas para, assim, captar as mensagens implícitas.

Pressupostos são idéias não expressas de maneira explícita, mas que podem ser percebidas a partir de certas palavras que, por si mesmas, veiculam significações implícitas.


.certos advérbios - O resultados da prova ainda não foi divulgado.
(Pressuposto - O resultado já devia ter sido divulgado ou O resultado será divulgado com atraso.)

.certos verbos - O esquema da mala tornou-se público.
(Pressuposto - O esquema não era público.)

.orações adjetivas - Os candidatos a prefeito, que só querem defender seus interesses, não pensam no povo.
(Pressuposto - Todos os candidatos a prefeito têm interesses individuais.)

.adjetivos - Os partidos radicais acabarão com a democracia no Brasil. (Pressuposto - Existem partidos radicais no Brasil.)

Subentendidos são insinuações escondidas por trás de uma afirmação.

Enquanto o pressuposto é lexical e é um dado apresentado como indiscutível para o falante e o ouvinte, não permitindo contestações; o subentendido é contextual, é pragmático, é de responsabilidade do ouvinte, e por isso, altamente variável, uma vez que o falante esconde-se por trás do sentido literal das palavras.